EX-ALUNOS, ATUALIZEM SEUS DADOS

Estamos recadastrando interessados em receber informações sobre os cursos exclusivos para ex-alunos que serão oferecidos pelo Espaço Mariane Altomare com o intuito de aprimoramento dos fisioterapeutas atuantes em Cirurgias Plásticas e demais interessados nos temas que serão abordados.

Os cursos serão EXCLUSIVOS AOS EX-ALUNOS CADASTRADOS

* O cadastro também servirá para que tenhamos contato atualizado de profissionais que oferecem o trabalho com a terapia manual em PO, para que possamos indicar quando necessário.

“A utilização consciente de técnicas fisioterápicas traz inúmeros benefícios para o pós-operatório de diversas cirurgias, com enfoque especial para as cirurgias plásticas — que seguem com extenso descolamento subcutâneo — não só do ponto de vista funcional, mas também fazendo parte do acompanhamento constante do paciente durante a evolução. Recursos como a cinesioterapia, alongamentos, pompagens e liberação tecidual funcional, são especialmente indicados em pacientes que apresentam retrações e aderências decorrentes do processo de reparo. Uma vez que o cirurgião e o paciente percebem os resultados de um tratamento adequado, a fisioterapia torna-se praticamente obrigatória e assim, um complemento indispensável para o sucesso da cirurgia.” — Dra. Mariane Altomare

A radiofrequancia tem sido muito difundida no tratamento para fibroses, com o objetivo de aquecimento. É importante lembrar que nenhum aparelho de rádiofrequencia emite calor sem emitir a energia da radiofrequencia e essa energia estimula as células (fibroblastos) e este estímulo é sim, síntese de colágeno. A utilização deste tipo de energia pode afetar o mecanismo fisiológico de cicatrização – que já é intenso – e provocar mais fibroses. Em casos de fibroses tardias, o calor é benéfico, mas é preciso verificar se a síntese provocada pelo estímulo dos fibroblastos não estará aumentando a fibrose. Caso o tratamento não esteja se mostrando eficaz em até 3 aplicações, suspenda.

Não. Drenagem linfática é uma técnica eficaz para tratamentos de edemas, para fibroses a técnica é limitada, pois fibrose – como o nome já diz – é formada por fibras, não por edema – que é líquido.

Fibroses são tecidos cicatriciais excessivos, formados normalmente após um trauma cirúrgico. São desroganizados e rígidos, podendo levar à falta de mobilidade dos tecidos, caracterizando aderências. Quanto a pele é repuxada por um tecido cicatricial adjacente, chamamos retração.

Sim. O tratamento efetivo se dá pela organização dos tecidos cicatriciais.

Sim. Toda fibrose tem tratamento, lembrando que a fibrose é um tecido ciactricial, ela vai sempre existir microscopicamente, mas podemos sim, devolver a flexibilidade de a funcionalidade.

Clique aqui para saber mais: Liberação Tecidual Funcional

É preciso muito cuidado com abordagens inadequadas, pois fibroses são tecidos muito diferentes dos tecidos normais, podendo ser agravadas com tratamentos inadequados. Leia mais em Conduta Errôneas.

Muitas vezes o retoque é desnecessário e até contraindicado, pois a fibrose é formada pelo trauma cirúrgico, uma nova cirurgia será um novo trauma e isso não resolverá o problema. Atenção especial para irregularidades pós lipo, muitas vezes é mais vantajoso utilizar um tratamento como a radiofrequencia.

Fisioterapia é a ciência da saúde voltada ao estudo, prevenção e tratamento dos distúrbios cinéticos funcionais de órgãos e sistemas do corpo humano.”
A fisioterapia atua na recuperação das funções de todos os tecidos humanos, como músculos, ossos, tendões, nervos e também da pele.

O fisioterapeuta atua em todas as situações onde haja necessidade de prevenir disfunções ou recuperar funções do corpo, avaliando, prescrevendo e executando as técnicas fisioterápicas.
Os principais casos em que o fisioterapeuta tem grande participação na recuperação do paciente são: nas disfunções respiratórias, posturais, ortopédicas, desportivas, neurológicas, reumatológicas, cardíacas e nas alterações da pele e do tecido subcutâneo.

Todo tecido (muscular, nervoso, pele, etc…) submetido a uma cirurgia sofre algum tipo de lesão. Esta lesão precisa ser restaurada. Este processo de  restauração recebe o nome de reparo tecidual e ocorre imediatamente após a agressão tecidual. Neste processo encontram-se alterações como edema (inchaço), equimoses ( manchas roxas) e formação de tecido cicatricial (fibrose). Estas alterações fazem parte do processo de reparo, e são tratadas fisioterapicamente, uma vez que trazem disfunções para os tecidos em questão.
A fisioterapia atuará prevenindo e tratando tais alterações, possibilitando uma recuperação mais rápida e evitando períodos longos de limitações.

A partir da agressão cirúrgica, se inicia um complexo sistema de respostas defensivas que visam manter o equilíbrio do organismo. Todo o processo tem como objetivo restaurar o tecido que foi lesado. A restauração se inicia com o sangramento causado pela ruptura dos vasos sanguíneos. Plaquetas formam um coágulo inicial, que atrairá células inflamatórias e outras substâncias responsáveis pelo restante do processo de reparo. O processo continua com a deposição de um novo tecido para preencher os espaços lesados, que chamamos de tecido cicatricial ou fibrose.
Este tecido vai se “espessando” com o tempo, ficando cada vez mais rígido, inelástico, tornando o aspecto da pele irregular e inestético. Sua limitação de maleabilidade provoca consequentemente, dor e limitação. O processo de inflamação e reparo dura em torno de 25 a 40 dias.

Sim. A fisioterapia dispõe de recursos para  tratamento de fibroses. Lembrando que fibroses são tecido excessivos e desorganizados, conseguimos com a abordagem adequada reorganizar estes tecidos e mininuir seu excesso, porém, como um tecido cicatricial, microscopicamente sempre será alterado.
Para a correta utilização destes recursos, não é necessário somente saber quais estes recursos, mas sim, como, em que momento e com que finalidade utilizá-los.

Terapias Manuais:
As diversas modalidades de terapias manuais que fazem parte dos recursos fisioterapêuticos são especialmente indicadas para o tratamento de fibroses e aderências por favorecerem a reorganização tecidual devolvendo a funcionalidade dos tecidos acometidos. Dentre elas podemos destacar a LTF®, as pompagens, RPG entre outras.
Existem recursos específicos para tratamento da fibrose como a liberação tecidual funcional, que consiste numa técnica manual de reorganização do tecido cicatricial, promovendo resolução das fibroses e permitindo a recuperação funcional dos tecidos afetados (veja link Liberação Tecidual Funcional).

No tratamento preventivo de fibroses excessivas, proposto por nós no Espaço Mariane Altomare, onde se atua no inicio da formação da fibrose, o tratamento se dá durante o período de cicatrização (25 – 40 dias) numa média de 4 a 8 sessões. Para isso é preciso iniciar o tratamento até 5 dias após a intervenção cirúrgica.

Sim. Toda fibrose tem tratamento, independente do tempo. É sempre possível resolvê-la através de tratamento correto e com um profissional da área de fisioterapia gabaritado.

Todas as intervenções onde ocorra lesão tecidual é necessária a intervenção do fisioterapeuta para conduzir o processo de reparo e favorecer uma recuperação funcional dos tecidos acometidos.

Quando estudamos o processo de cicatrização, fica mais fácil entender algumas características destes tecidos, que são bem diferentes dos tecidos normais.
Tecidos cicatriciais são tecidos muito metabolicamente ativos, expressam muitos fatores de crescimento e são extremamente responsivos a diversos estímulos. É preciso muita cautela ao escolher o recurso a ser utilizado, uma vez que um mesmo recurso tem diversos efeitos fisiológicos, pode-se estimular em excesso uma resposta que já está presente no tecido, como a síntese de colágeno, por exemplo.
É importante ter em mente que os tecidos cicatriciais são tecidos excessivos, com muito colágeno (proteína que dá resistência ao tecido), por isso se tratado com manobras agressivas, pode se romper ao sofrer microtraumas, o que é estímulo para mais síntese de colágeno.
Para um tratamento efetivo, é preciso promover a reorganização deste tecido, diminuindo os estímulos de síntese, levando ao rearranjo das fibras e restabelecimento do metabolismo normal.

• Manobras agressivas
• Recursos que incrementam a síntese de colágeno
• Técnicas invasivas que provocam lesões

A utilização da cinta no pós operatório é de extrema importância para um bom resultado, porém, cintas inadequadas podem prejudicar a recuperação…
A cinta faz a aproximação da pele com a superfície muscular, diminuindo este espaço, que é onde os tecidos sofreram a agressão cirúrgica. Isso é importante para evitar a formação de seromas e diminuir a quantidade de fibrose a ser formada, uma vez que todo tecido retirado pela cirurgia (gordura) será substituído por tecido cicatricial (fibrose). A cinta deve ser usada durante todo o período de formação de fibroses (aproximadamente 1 mês).
• Ela deve estar justa, mas não extremamente apertada;
• Não pode dobrar ou fazer pregas (os lugares onde ela dobra farão marcas que são muitas vezes irreversíveis) o uso das placas de pós operatório podem ajudar;
• Pacientes que operam as mamas devem ter cuidado para que o modelo da cinta não force as mamas para baixo, tracionando indevidamente as cicatrizes, podendo provocar deiscências (abertura) ou alargamento;
• Escolha o modelo adequado ANTES da cirurgia, converse com seu médico ou fisioterapeuta sobre a escolha do melhor modelo para o tipo de cirurgia que você vai fazer.

Durante muitos anos a indicação de tratamento pós operatório foi a dupla drenagem e US. Assim como as técnicas cirúrgicas, a fisioterapia também evoluiu e atualmente, com os avanços científicos na área de reparo tecidual (cicatrização) sabemos que existem recursos mais eficazes para tratamentos em pós operatórios. Aí está o grande diferencial do tratamento proposto pela fisioterapia. O fisioterapeuta irá avaliar cada paciente, avaliar suas limitações e utilizar o recurso adequado para cada paciente, sem ter que repetir protocolos antigos e ultrapassados.
A Drenagem linfática é eficaz apenas durante um período inicial do pós operatório, depois que as fibroses estão instaladas, o tecido fibroso não permite a passagem de líquido entre os tecidos para serem absorvidos pelos linfáticos, é preciso tratar a fibrose.
O US deve ser utilizado com extrema cautela e somente com real necessidade, pois ele pode (entre outras coisas) incentivar o aumento da permeabilidade capilar, levando a formação de seromas se for utilizado no momento errado da cicatrização. Ele também tem como efeito fisiológico estimular o fibroblasto (célula que produz colágeno) e isso não é adequado para tratar tecidos com excesso de deposição de colágeno.
É preciso ter sempre em mente que o processo de reparo em cirurgias plásticas é exagerado por si só, sem que haja nenhum tipo de estímulo externo, daí a formação de fibroses. É preciso avaliar se existe indicação de estimular o processo quando ele está evoluindo normalmente…

Alguns cuidados co as cicatrizes podem favorecer sua aparência estética:
• Não afaste os bordos
• Não use soutien com bojos e arames
• Mantenha a cicatriz hidratada
• Não arranque as crostas (casquinhas)
• Proteja as cicatrizes de atrito (um carefree é uma boa opção)
• Só faça movimentos depois da liberação do médico ou do fisioterapeuta
• Não utilize nenhum tipo de creme, óleo ou pomada sem o consentimento do seu cirurgião ou fisioterapeuta

O seroma é um acúmulo de líquido edematoso “encapsulado” na região abaixo da pele (subcutâneo), e deve ser puncionado (pelo cirurgião) sempre que identificado, pois pode se espessar e formar um tecido rígido de difícil abordagem terapêutica.

• Não utilize US nos primeiros dias da cicatrização
• Use a cinta 24h por dia (só tire para tomar banho)
• Não use cintas largas
• Não faça massagens vigorosas nos primeiros dias da cicatrização