Fibroses e aderências: há solução?

Pesquisas recentes mostram que novas abordagens de tratamento em pós-operatórios de cirurgias plásticas, como as tensões manuais, devolvem o metabolismo normal e favorecem a reorganização dos tecidos

Hoje em dia, é cada vez maior o número de pessoas que se submete a cirurgias plásticas. O problema é que muitos pacientes não sabem lidar como fibroses e aderências – traumas teciduais que aparecem em praticamente todos os pacientes submetidos a algum tipo de cirurgia, em maior ou menor grau.

Se as fibroses e aderências não forem combatidas de forma correta, elas podem comprometer o resultado final da operação, causando dores, retrações e inchaço, prejudicando a funcionalidade dos tecidos. Isso porque o metabolismo normal da pele depende de fatores como a mobilidade. Sem ela, todas as trocas metabólicas, assim como absorção de toxinas pelo sistema linfático, ficam prejudicadas. Enfim, como tratá-las?

Pesquisas realizadas na University of Vermont College of Medicine, Burlington, Vermont, apontam resultados interessantes e propõem uma nova abordagem de tratamento que favorece o remodelamento e a reorganização tecidual, devolve o metabolismo normal e a mobilidade e, ainda, favorece a drenagem linfática. Esse tratamento consiste em aplicar tensões manuais nos tecidos. De acordo com cada indivíduo, aplica-se a tensão necessária para que o tecido sofra um rearranjo estrutural. Este tratamento é proposto especialmente para tecidos em cicatrização (como as fibroses em pós-lipoaspirações) e já vem sendo utilizado no Brasil pela fisioterapeuta Mariane Altomare, que utiliza os conceitos embasados pelas pesquisas e criou o método conhecido como LTF – Liberação Tecidual Funcional.

Tecidos submetidos a cirurgias plásticas obrigatoriamente respondem com processo de cicatrização, que já é bastante estudado e conhecido pelos pesquisadores. O organismo forma um novo tecido que substitui o que foi destruído pela cirurgia. Esse novo tecido – a temida fibrose – tem características já conhecidas, entre elas formação excessiva de colágeno. Ela leva à perda de mobilidade e função e prejudica o metabolismo acumulando toxinas e restos metabólicos. Erradamente, alguns pacientes se submetem à drenagem linfática para a remoção destas toxinas, na tentativa de restaurar o metabolismo. O que ocorre é que, além de um acúmulo de toxinas, a estrutura do tecido cicatricial tem uma aumentada deposição de fibras colágenas, formando uma verdadeira carapaça fibrótica, dificultando a resolução do problema.

Por outro lado, a utilização da terapia manual é empregada com sucesso nestes casos. Utilizando-se a base científica da tensão mecânica, foi possível adaptar os conceitos para cada paciente, e assim surgiu a LTF (Liberação Tecidual Funcional), desenvolvida por Mariane Altomare em sua prática clínica, com respaldo científico em suas pesquisas com reparo tecidual e terapias manuais – na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com o objetivo principal de reorganizar as estruturas dos nossos tecidos, devolvendo sua funcionalidade e favorecendo o metabolismo normal.

A LTF permite aplicação de tensão correta sobre os tecidos, diferentemente de muitos aparelhos, onde a tensão é aplicada de maneira igual em toda a região. Com as mãos é possível perceber o quanto de tensão é necessária em cada local, tornando o tratamento muito mais rápido e eficaz. A resposta imediata na diminuição da dor e na mobilidade favorecem uma melhor reabilitação.

Para solicitações de entrevistas ou mais informações: mari@marianealtomare.com