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O processo de reparo é um fenômeno dinâmico, interativo e bastante complexo que visa promover a restauração do tecido lesado. Nele participam diferentes tipos celulares, a interação de diferentes proteínas, a migração, a proliferação e a diferenciação de várias células, exigindo uma maior interação entre elas e a matriz extracelular.

A resposta do organismo a agressão tecidual é proporcional a intensidade da lesão, ou seja, quanto maior a agressão cirúrgica, mais tecido cicatricial será formado para reconstituir o que foi lesado.

Por isso é tão comum a presença de tecido cicatricial após cirurgias. Não somente a cicatriz que visualizamos na pele, mas também, toda camada subcutânea atingida pela técnica cirúrgica. Um bom exemplo, são as fibroses no pós operatório de lipoaspirações, onde a cânulaa agride e destrói grande parte de tecido subcutâneo.

Como parte do processo de reparo, ocorrea deposição excessiva dos componentes da matriz extracelular (principalmente das fibras colágenas), o aumento da angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) e da celularidade, o que leva ao desenvolvimento de uma quantidade anormal de tecido cicatricial desorganizado, rígido e doloroso que se torna antiestético e antifuncional.

Defendemos que qualquer tratamento que estimule esse processo de síntese não é adequado se o reparo estiver ocorrendo dentro dos parâmetros fisiológicos “normais”. Só aconselhamos estimular a cicatrização quando existe algum tipo de deficiência na evolução do reparo.

Recursos terapêuticos podem ser utilizados para proporcionar um ambiente ideal para que a reparação da lesão aconteça normalmente, sem estímulos de síntese, somente reorganizando o tecido que é depositado.

Lembramos ainda, que a estrutura do tecido cicatricial é diferente do tecido normal, por isso não deve ser abordado terapeuticamente como sendo um tecido normal.

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