LIBERAÇÃO TECIDUAL FUNCIONAL

A liberação tecidual funcional é conceito de tratamento manual, específico para fibroses e aderências, respaldado pelas pesquisas científicas nas áreas do reparo tecidual, da mecanobiologia e da neurofisiologia dos tecidos conjuntivos.

Foi idealizado pela Dra. Mariane Altomare durante sua faculdade de fisioterapia e está no mercado desde 2001 como o tratamento mais eficaz para fibroses e aderências. Tem por objetivo principal reorganizar as estruturas dos tecidos, devolvendo funcionalidade e flexibilidade, normalizando o metabolismo dos tecidos.

Para que o metabolismo corporal ocorra adequadamente, é necessário que as estruturas que compõe nossos tecidos estejam organizadas fisiologicamente. Quando esta situação não acontece, várias alterações são percebidas, como por exemplo, dores, retrações, inchaço…

O tratamento com a LTF pode ser realizado1 a 2 vezes por semana ou de 15 em 15 dias, até 1 vez ao mês, de acordo com cada caso. Essa variação de tempo entre as aplicações é importante para que o tecido tenha tempo de responder ao estímulo.

Fibroses que foram tratadas com recursos que aumentam a síntese de colágeno ou que são muito agressivos/traumáticos para os tecidos geralmente precisam de um espaço maior entre as sessões (para que se consiga normalizar o metabolismo das células que estão super estimuladas).

A indicação principal da (Liberação Tecidual Funcional) LTF é em cirurgias plásticas, onde os tecidos sofrem um trauma mecânico e evoluem com a formação de tecido com estrutura alterada que necessita ser reorganizada para que se obtenha resultados estéticos e funcionais. Porém ela vem cada dia se mostrando eficaz nas mais diversas áreas da fisioterapia quando identificadas limitações funcionais (neuromioarticulares) decorrentes da presença de cicatrizes, fibroses e aderências.

Vale lembrar que a estrutura do tecido cicatricial é formada por deposição excessiva dos componentes da matriz extracelular – principalmente o colágeno – e tratamentos que tenham seu efeito fisiológico em incentivar a síntese de colágeno, na verdade estarão formando ainda mais tecido cicatricial, produzindo ainda mais fibroses. O tratamento efetivo (proposto pela LTF) se dá através da organização do tecido, sem provocar a síntese, sem dor (respeitando a neurofisiologia) para estimular respostas adaptativas do organismo, conduzindo ao processo de cura e devolução da mobilidade e funcionalidade, alcançando assim, o resultado esperado.

Uma vez que o cirurgião e o paciente percebam os resultados de um tratamento adequado, a fisioterapia torna-se praticamente obrigatória e assim, um complemento indispensável para o sucesso da cirurgia.

Desde sua idealização até os dias de hoje, a LTF sofreu modificações, sendo aprimorada e ajustada a cada novo conhecimento adquirido baseando-se nas atualizações científicas.

Infelizmente, muitos profissionais inescrupulosos utilizam o nome LTF em suas práticas clínicas, mas apenas leram sobre a técnica, sem sequer ter participado de um curso, sem ter noção do que a técnica preconiza.Lembramos ainda que a LTF só é ensinada pela dra. Mariane em cursos exclusivos para fisioterapeutas.

Nenhum profissional de outra área está habilitado para utilizar este recurso.

Algumas dicas úteis sobre a LTF:

• LTF NÃO dói;
• NÃO é realizada com cremes;
• Não é através de alongamento contínuo e prolongado como descrita há mais de 10 anos;
• NÃO PODE SER ASSOCIADA AO USO DE EQUIPAMENTOS.
• Os resultados são rápidos e efetivos quando aplicada adequadamente.

Como qualquer terapia manual, exige não só formação adequada como habilidade do terapeuta. Se você se submeteu ao tratamento com LTF para fibroses e aderências e não obteve resultado, entre em contato conosco.